A segunda semana da COP30 em Belém desenrolou-se com intensidade, emoção e significado global, marcada por protestos que mudaram o rumo do debate, crescentes apelos pela eliminação gradual dos combustíveis fósseis e novas iniciativas que moldam o futuro da ação climática. As negociações foram brevemente interrompidas por um incêndio na Zona Azul, mas, à medida que nações, empresas, líderes indígenas e a sociedade civil intensificaram suas demandas, o ímpeto só aumentou. Esta semana também destacou a presidência brasileira, que reconheceu que ainda há um longo caminho a percorrer no processo de negociação climática, ao mesmo tempo que enfatizou a participação inclusiva em eventos como o Dia das Crianças e o Balanço Ético Global.
Protestos públicos, ações populares e instalações artísticas ganharam destaque, demonstrando como a expressão cultural pode impactar o debate político. Mais de 1,900 moradores locais se voluntariaram, o que foi essencial para o sucesso do evento. Segue um breve resumo dos principais eventos e conflitos que influenciaram a segunda semana da COP30 nesse contexto dinâmico.
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Que progressos foram feitos na eliminação gradual dos combustíveis fósseis durante a segunda semana da COP30?
A segunda semana da COP30 foi dominada por apelos à eliminação gradual dos combustíveis fósseis, que ganharam força sem precedentes entre países e empresas. Surgiram preocupações em relação à versão inicial do documento “mutirão global” da presidência, que mencionava a transição para combustíveis fósseis apenas como uma “opção”.
Principais desenvolvimentos:
- O Reino Unido, o Brasil, a maioria dos membros da UE e outros Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento estavam entre as mais de 80 nações que apoiaram a eliminação gradual dos combustíveis fósseis.
- Para acelerar a transição, o Comissário Europeu para o Clima, Wopke Hoekstra, propôs um “roteiro do mutirão. "
- Mais de 100 organizações incentivaram os governos a se comprometerem com a criação de um roteiro viável, alinhado com o impulso crescente das energias renováveis no mundo real.
- Diversos grupos de países continuam a se opor ao plano, com a CEO da COP30, Ana Toni, afirmando que muitos ainda o consideram uma "linha vermelha".
Apesar do amplo apoio, os combustíveis fósseis não foram mencionados na versão final do mutirão divulgada na sexta-feira. Como resultado, 29 países ameaçaram se opor a qualquer acordo que não incluísse um compromisso claro de eliminação gradual. A mensagem é que as nações menos dispostas não podem servir de base para a ambição.
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Como os protestos e as ações públicas moldaram a segunda semana da COP30?
Esta foi uma das conferências climáticas de maior visibilidade dos últimos anos. O ambiente da segunda semana da COP30 foi marcado principalmente por manifestações, desde marchas lideradas por povos indígenas até apresentações de dança, fotografia, escultura e poesia.
Por que este ano se destacou:
- Diferentemente das COPs anteriores em Dubai e no Azerbaijão, onde a segurança limitou estritamente as reuniões, protestos públicos em larga escala foram permitidos.
- Após marchas em larga escala ao longo da primeira semana, a liderança indígena tornou-se evidente.
- Desde ativistas pró-nucleares distribuindo bananas até defensores da acessibilidade lutando por maior inclusão de pessoas com deficiência, os ativistas interagiram com o público de forma criativa.
Embora tenha reconhecido que ainda há muito trabalho a ser feito, a Relatora Especial da ONU, Astrid Puentes Riaño, elogiou o Brasil por sua disposição em incluir a opinião pública.
A segunda semana da COP30 foi um marco na diplomacia climática participativa, graças a iniciativas que chamaram a atenção para as comunidades mais impactadas pelas mudanças climáticas.
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Que progressos foram alcançados na proteção florestal e nos direitos dos povos indígenas?
Outro aspecto notável da segunda semana da COP30 foi o avanço dos direitos territoriais indígenas e a luta contra o desmatamento, impulsionados principalmente pelos compromissos assumidos pelo Brasil e pelo apoio internacional.
Anúncios importantes:
- Ao longo dos dez anos seguintes, a Alemanha prometeu doar € 1 bilhão (US$ 1.15 bilhão) para a Instalação Floresta Tropical Para Sempre do Brasil.
- 53 nações apoiaram o fundo, mas as contribuições iniciais totalizaram apenas US$ 5.5 bilhões, muito aquém do US$ 25 bilhões objetivo.
- O fundo será cogestionado por 18 membros do conselho, divididos igualmente entre os países doadores e os países com florestas tropicais.
- Os povos indígenas e as comunidades tradicionais receberão pelo menos 20% dos recursos.
O Brasil também emitiu decretos declaratórios para 10 novos territórios indígenas, um passo essencial para o estabelecimento de limites territoriais. Essas áreas servem como primeira linha de defesa contra o desmatamento e são imperativos sumidouros de carbono . Protestos significativos de indígenas e pressão de líderes locais levaram a esse resultado. Durante sua duração, a conferência climática avançou 11 processos de demarcação em função dessas adições.
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De que forma a política internacional influenciou a segunda semana da COP30?
O tom da segunda semana da COP30 foi marcado por questões diplomáticas e geopolíticas, especialmente devido à notável ausência dos EUA nas negociações formais.
Destaques políticos:
- Líderes do Rede de Ação Climática dos EUA Ressaltou-se que a ausência dos Estados Unidos foi um fator para o impasse nas negociações, especialmente nas questões financeiras e de indenização por perdas e danos.
- O governador da Califórnia e o grupo SEEC estavam entre as delegações americanas independentes que se reuniram bilateralmente para evitar a completa ausência de envolvimento dos EUA.
- Após a Austrália apoiar a proposta da Turquia em troca da presidência da conferência, um compromisso diplomático incomum, a Turquia foi escolhida para sediar o evento. COP31.
- Organizações ambientalistas condenaram a Austrália pela sua falta de liderança, particularmente no que diz respeito às suas promessas de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis.
A dinâmica geopolítica mostrou o quão interligado está o progresso climático global e por que o ímpeto é freado pela falta de liderança, particularmente por parte dos grandes poluidores.
| Principais anúncios e eventos em resumo | ||
| Tema | Principais ações/anúncios | Implicações |
| Combustíveis fósseis | Mais de 80 países apoiam a eliminação gradual; projeto de mutirão é fraco; 29 países ameaçam bloquear o texto. | Persistem profundas divisões; roteiro ainda incerto. |
| Protestos e Ativismo | Marchas lideradas por indígenas; defesa da acessibilidade; manifestações artísticas. | Forte influência da sociedade civil; Brasil elogiado pela inclusão. |
| Florestas e direitos de propriedade da terra | Promessa da Alemanha de € 1 bilhão; TFFF conquista 53 apoiadores; 10 novos territórios indígenas avançam. | Reforço para a proteção da Amazon; necessidade de mais financiamento. |
| Política Global | Ausência dos EUA; Turquia escolhida para a COP31; Austrália criticada | As mudanças políticas afetam as negociações e a ambição. |
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Perguntas Frequentes (FAQs)
P1. Por que o roteiro para os combustíveis fósseis é tão controverso?
Enquanto alguns países em desenvolvimento se preocupam com a segurança energética, muitos outros temem a instabilidade econômica. Há um conflito entre os países que desejam ações rápidas contra as mudanças climáticas e aqueles que se recusam a assinar acordos juridicamente vinculativos.
Q2. Por que a COP30 teve mais protestos do que as COPs anteriores?
Em comparação com países anfitriões como Dubai ou Azerbaijão, o Brasil permitiu maior liberdade de expressão. A participação também foi impulsionada pela crescente preocupação com as mudanças climáticas, pela liderança indígena e pela integração comunitária.
P3. De que forma a realização da COP31 na Turquia afetará as negociações climáticas internacionais?
Embora a realização do evento na Turquia possa alterar as prioridades regionais, analistas enfatizam que, para preservar a credibilidade internacional, a presidência — independentemente de quem estiver no comando — deve priorizar a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e o combate ao desmatamento.

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